Exposições

Rito

Rito

Herbert Baglione

Individual Herbert Baglione

RITO


Em Passados tempos

Seguia sombras

Vivendo dentro de um cubo

Vendo a vista por entre quadrados

Pensando sobre como

Persistir em continuar...

Dando vida à quadros

Materializando fragmentos de criações

Que já não cabem na cabeça

O Corpo curva

No dever de carregar o fardo

E o peso do casco

Bardo

Paciência ao aceitar a lentidão

Em cativeiro por opção

Melancolia e angústia

do velho jabuti em extinção

Árduo processo em abdicar da zona de conforto

Condicionar o Físico

Abandonar camas e cadeiras

Alcançar o cume da montanha do espírito

Descondicionar a mente

Mistérios da coluna Vertebral

Jejum de Palavras.

Raras aparições

Preparação e coragem

Inevitável Impacto

BOOM.

Abriram a caixa de Pandora.

Tudo se faz luz.

Bem vindo ao novo tempo

Aqui agora é o todo.

Permitir-se viver os sonhos,

Voar sem asas.

Já não Há Mais Paredes

Visão além do alcance

Tucanos, Tartarugas, Árvores

Sereias flores.

O amplo horizonte é a resposta

Deixa o passado pra depois

O tempo cuida

A mar

Infinito como o azul

Cobal to

Ultramarino

Aceitar a vida,

É deixar morrer

O que já não nos cabe

Despir-se de todo ego, orgulho e vaidade.

Nú, de corpo e alma

Pleno

Admirarmos nos iguais

Pontos de luz

Filhos celestiais

No jardim do Édem


Marvin Rantex



Com 20 anos de carreira e trabalhos reconhecidos e respeitados mundialmente, o artista paulista Herbert Baglione apresenta aos cariocas sua primeira mostra individual no Rio intitulada Rito.


Expondo pela primeira vez no Rio, Herbert Baglione, apresenta trabalhos inéditos que refletem a sua fase em transição. O artista que começou no ano de 1999, a pintar as famosas sombras, considerada uma fase negra e pesada de sua carreira, hoje apresenta nove telas e dez fotografias que transportam as mais conflitantes emoções evidenciadas nas cores e traços de seus trabalhos, desta vez, bem mais coloridos cheios de luz.


Nos últimos três anos e meio Baglione fez exposições individuais em lugares muito especiais e que concentram muita energia, como Colômbia e México, e o artista por estar em carne viva, sensível, buscando respostas muito profundas, viu coisas que prefere não mais revisitar em seu trabalho: a angústia, o lado negro, o lado que provocava discussões relativas à religiosidade, o sexo e a violência de uma forma geral. No processo atual a sensibilidade é notória e o artista foca em trazer luz e a alegria nos trabalhos, como se fosse um processo de limpeza em obras mais abstratas e leves.